domingo, 21 de junho de 2009

Como evitar a cópia de artigos da internet em trabalhos escolares?

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 03 de maio de 2007 às 07h00
São Paulo - Derivado das enciclopédias, plágio de conteúdo na internet força colégios brasileiros a inovar na metodologia de trabalhos escolares.
A receita é perigosa: pegue um bom site de busca, uma proposta de trabalho escolar e uma preguiça adolescente que entende que alguns cliques podem economizar horas de esforço intelectual. Tentador para alunos, o resultado é desastroso para o processo pedagógico e ainda dá calafrios em muitos professores, que olham ressabiados para iniciativas como a enciclopédia online Wikipedia e o Google Scholar, serviço do gigante de buscas que cataloga trabalhos escolares.
A explosão no número de plágios em trabalhos escolares levou tanto colégios como professores a reagir não apenas com a punição, mas desenvolvendo adaptações pedagógicas para coibir a cópia de trabalhos encontrados online.
Mais que motor de uma adaptação, o uso da internet na educação vem sendo encarado também como uma potencial mudança na tradicional decoreba, estimulando a construção de conhecimento pelo aluno. A opinião é de Mário Abbondati, coordenador pedagógico do Bandeirantes, que afirma que o plágio online segue a mesma linha de gerações anteriores que entregavam cópias na íntegra de enciclopédias como projetos escolares.
"Não vamos nos enganar. Minha geração copiou muito trabalho das enciclopédias. Na época, eu não sabia que não estava aprendendo. Para mim, o que fazia era correto", rememora Abbondati. "É provável que estejamos incorrendo nos mesmos erros que passamos quando éramos alunos. A tecnologia pode ter apenas amplificado o problema", reitera Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional do colégio Dante Alighieri. O esforço físico do aluno para reproduzir trechos da enciclopédia Barsa foi substituído pela materialização de um trabalho completo, retirado pelo aluno da enciclopéida online Wikipedia em questão de minutos.
O que fazer?
Veja o exemplo de Álex Fogaça, de 10 anos. Nas aulas, o estudante pode levar citações encontradas pela internet sem qualquer tipo de repreensão. O colégio Eduardo Gomes, onde estuda, porém, exige que o material seja referenciado e pede que o aluno, após pesquisar, transcreva as informações mais importantes sobre o assunto.Outra maneira de avaliar o conhecimento obtido online é pedir que o aluno traga referência extras ao material estudado em sala de aula para que seja feito um debate com seus colegas. Segundo o pai de Álex, Adonis, a iniciativa é uma maneira tanto de fazer com que as crianças desenvolvam um senso crítico em vez de simplesmente decorar o assunto, como também de conscientizá-las sobre o que pode ou não ser confiado na internet.
"Não acredito na Wikipedia, já que não sei o que é verdadeiro ou não. Meus filhos usam (Álex tem um irmão, Lucas, de 15 anos) direto e já aconselhei ambos a ter cuidado. Já sentamos para analisar alguns argumentos encontrados online", explica o pai de Álex.A orientação que Adonis busca dar aos filhos, porém, não é um padrão entre os pais, reconhecem os educadores. As repreensões variam conforme o professor. Há, contudo, um consenso entre os educadores ouvidos pelo IDG Now!: cópias são punidas, no mínimo, com nota zero. Em alguns casos, professores chamam o aluno para conversar separadamente ou expõem o problema para a classe de maneira geral sem apontar o responsável. "Poucas pessoas se arriscam atualmente. Já houve vários casos, mas é arriscado", confidencia Sophia Tarallo, que cursa o 1º ano do ensino médio, do colégio Visconde de Porto Seguro, em Valinhos.
Mesmo com a crescente consciência de educadores, a estudante de 14 anos afirma que os que ainda se arriscam "mudam algumas palavrinhas para que o professor não desconfie". Casos como os de amigos de Sophia, que foram instruídos sobre direitos autorais na internet e a correta utilização de conteúdo online, indicam que, por mais que haja campanhas de conscientização, ainda há espaço para a malícia. "Chegar a taxa zero de trabalhos copiados é impossível e os professores sabem disto", admite Cristiana Mattos Assumpção, coordenadora de tecnologia na educação do Bandeirantes.
Moisés Zylbersztajn, do Santa Cruz, afirma também ter "problemas constantes" de plágio, mas resume a nova postura de colégios frente à internet em uma frase: "Formular a pergunta inteligente, que pedirá trabalhos elaborados, evitará eventuais problemas".
Ao juntar o combate ao plágio com o incentivo à conscientização do aluno, professores vêm apresentando novas formas de avaliar o conhecimento adquirido pelo aluno e assumindo que têm parte da responsabilidade pelas cópias.
"Propostas simplistas levam a soluções simplistas", resume Minatel. Um trabalho que pede definição de um fenômeno histórico, por exemplo, é extremamente tentador para que adolescentes, mesmo os que têm orientação sobre plágio e referenciação, façam cópias.”
Como combater
A maneira mais urgente adotada por alguns colégios é proibir que alunos entreguem projetos impressos. São aceitos apenas os escritos em letra cursiva. A medida é apenas paliativa. Mesmo que seja forçado a escrever o trabalho com sua própria letra, nada impede o aluno de plagiar o conteúdo sem que o professor descubra.
Apresentações e debates em classe sobre o assunto vem liderando as novas iniciativas para motivar alunos a investigar o material oferecido pelo professor. "Trabalho escolar efetivo é aquele que leva o aluno a buscar diferentes fontes, sejam no livro ou na internet, e estabelecer ligações entre elas", acredita Beth Almeida, professora de novas tecnologias na educação do departamento de computação da PUC de São Paulo.
A pesquisa de conteúdo, no entanto, tem que seguir certas regras para que o aluno não tome como correto qualquer informação encontrada nas milhões de referências online. É aí que entra o papel da escola de orientar o estudante tanto na questão da referenciação de conteúdo, como na indicação das melhores fontes de pesquisa. “Crianças não têm orientação específica para interpretar informações adequadamente nem estabelecer conexões com outros dados", explica Almeida.

sábado, 20 de junho de 2009

Estratégias para desenvolver competências e habilidades de pesquisa

Eis a cena que se repete a cada novo trabalho: chega o nosso tão estimado aluno com um trabalho digitado, algumas vezes impecável, outras nem tanto, mas na hora da impressão ele nem se dá conta que algumas palavras estão destacadas em azul e/ou sublinhadas (no caso, hipertextos); há erros de digitação grotescos; há informações, no mínimo, duvidosas e nenhuma menção ao autor daquilo que está escrito e que ele, o aluno, entregou ao professor como se fosse realmente resultado de seus estudos e seus esforços. Ta aí explicado o já famoso CTRL V + CTRL C, o copiar e colar. É correto isso? Você pode estar se perguntado: “O que? O professor aceitar ou aluno entregar?” ambas as situações estariam incorretas, mas no caso do professor, geralmente isso só é identificado depois, na hora da correção, e aí então ele decide se aceita ou não o trabalho. Já o aluno está muito mais errado, pois ele não estará enganando somente ao seu professor, mas principalmente, a si próprio.
A pesquisa em internet para trabalhos escolares é útil e de extremo valor, porém deve ser feita realmente como pesquisa, ou seja, com rigor, critério, cuidado e principalmente, revisão. Além disso, a pesquisa em internet também exige a devida identificação da fonte, isto é, do(s) site(s) cujo conteúdo foi extraído total ou parcialmente. Isto se deve, principalmente, pelo fato de ela, a internet, como bem colocado em um fórum de discussão do curso da e-proinfo ser, “a grande fonte de controvérsia dos tempos modernos, capaz de agir, simultaneamente, tanto para o bem quanto para o mal...”.
Para fazer um bom uso da internet para pesquisas, principalmente acadêmicas, é necessário um mínimo de conhecimento sobre o funcionamento da mesma. Clicando aqui você terá acesso a um site que traz dicas e informações muito boas sobre a internet e, principalmente, sobre sistemas e ferramentas de busca. O texto do site é assinado por Gevilacio Aguiar Coêlho de Moura, e o autor, entre outras coisas, diz que “a web é a entidade mais desorganizada e caótica do planeta. As normas e leis que vigem na web se resumem a padrões de linguagem, de protocolos de comunicação, de registro de domínios. Coisas meramente técnicas. Aos mais desavisados, a web parece uma imensa livraria completamente desorganizada. Mas é muito pior”. Porém, para ele, ainda assim, “é possível achar as informações que se procuram, desde que, evidentemente, elas estejam por lá”.
E como chegar a estas informações? Através das chamadas ferramentas de busca, que se encontram aos montes na internet, algumas bem conhecidas, outras nem tanto, assim como algumas bem eficientes e outras que nunca localizam aquilo que efetivamente estamos procurando. Pode até parecer estar procurando uma agulha no palheiro, mas os mecanismos de busca da internet estão disponíveis para ajudá-lo a concentrar a sua busca e achar exatamente o que você procura. Há que se fazer aqui um esclarecimento importante: estes sites, como o próprio nome já diz, são ferramentas de busca, portanto, caso você os utilize para chegar àquilo que você procura, não cabe colocá-los como fonte de referência bibliográfica, pois eles foram apenas o meio pelo qual você chegou ao site, ou seja, ele lhe forneceu algumas sugestões de endereços eletrônicos chamados URL (do inglês Uniform Resource Locator) e você clicou e escolheu aquele que estava dentro daquilo que você realmente queria.
Outra dica importante é sobre buscas feitas na já mundialmente conhecida Wikipedia. Segundo informações da colega Patrícia Penna, também exposta num fórum de discussão da e-proinfo, “a Wikipedia, celebrada mundialmente como a ferramenta que democratizou o saber e que está sendo construída por milhares de pessoas de todos os continentes, não é fonte consolidada e passível de utilização em trabalhos acadêmicos; seus erros e imprecisões fazem com que ela não tenha a acuidade e a fundamentação quanto aos dados que apresenta. Por outro lado, os sites de instituições como o IBGE, o MEC, o IPEA ou a Fundação Getúlio Vargas, as informações disponibilizadas a partir de publicações científicas on-line (que podem ser pesquisadas, por exemplo, pelo Scielo ou através do site Periódicos – ligado ao Capes), as bases de dados de jornais e revistas que possuem credibilidade institucional ou portais e sites ligados a empreendimentos educacionais e de pesquisa (como as universidades e seus bancos de dados, ou o próprio e-proinfo) – podem ser utilizados como referências em projetos, trabalhos e produções em geral”.
Neste link você encontra informações sobre busca e links de sites especializados em buscar aquilo que você procura. Fique ligado, pois, saber como procurar de forma efetiva na web é uma das habilidades mais valiosas que você pode ter, por isso, você deve conhecer e confiar nos sites de busca que você utiliza.
Relação ética com o conhecimento produzido por outros autores

Da mesma forma que é de extrema importância saber buscar e filtrar as informações pertinentes à sua pesquisa na internet é também necessário dar a referência dos dados e informações coletadas. Mas afinal, o que é isso? Porque isso? Vamos por partes:
Referência "é conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação individual". (NBR 6023, 2002, p. 2)..
Nota: "Constitui uma lista ordenada dos documentos efetivamente citados no texto. Não devem ser referenciados documentos que não citados no texto. Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico não citado, deve-se fazer uma lista própria após a lista de referências sob o título: Bibliografia recomendada." (NBR 10719, 1989, p. 13).
A referência deve ser feita para dar o devido crédito ao verdadeiro autor daquilo que você reescreveu, parcial ou integralmente; ou daquilo que você se baseou para escrever, formular ou aprofundar sua pesquisa acadêmica. Existem diversos sites que tratam do assunto “Referências Bibliográficas”, a grande maioria baseando-se nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT.
Sempre que você se utilizar de outras fontes para formular e escrever seus trabalhos, não se esqueça de citá-las ao final do mesmo. Agindo assim, você estará dando os créditos aos autores que tanto ajudaram em sua pesquisa e, com certeza, estará ganhando créditos com seu professor.
Referências Bibliográficas: